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14 de maio de 2010

Inevitável

É quando eu mais tento não pensar em você
Que sou traído pela vontade, que é verdade te querer
O vazio só se preenche com sua emoção
E dissipa minha paz sua invasão
É por isso que digo, não mais reprimo pois é infindável
Na minha mente você é inevitável

Nem me ocupando de futilidades
Que a vida oferece pra tirar por breve tempo
Tua existência no meu mundo
Sei que é impossível, mas burro ainda tento
Ainda que fosse surdo
Não me esqueceria do teu canto
Pois nem emudecido
Seria incapaz de dizer que te amo

É com palavras bonitas ou simples
Com sinceridade e intimidade
Que reafirmo minha originalidade
Tentando instigar tua saudade
Só pra forçar a sua mente
A sofrer como a minha pobre, por ti, sofre

Estou cansado do status quo
E do que pros olhos frívolos é refrescante
Por isso que me apaixonei
Ser destaque da multidão desinteressante
É isso que eu adoro em você
Extinguiu a rotina desse meu viver
Da escravidão em que vivo, minha senhora
Nunca quero alforria
Senão pra viver livre
Ao seu lado, pro resto da vida

É uma questão de tempo
Pra que minhas palavras se desgastem
E que minhas poesias
Se solucionem pela minha concreta felicidade
Minha idealização de romantismo barato
Agora realizado, por te ver
Nessa reprodução em tempo real
Do que antes era a tristeza de pensar e não fazer

Tempo esse que espero estar breve
Pois de tanto por ti bater, meu coração já está a parar
Vejo em minha vida muitos planos
E pouquíssimas experiências a contar

Analiso o tempo perdido
Mas não fico a lamentar
Porque quando é pra acontecer
Não há porquê a surpresa antecipar

E é na indiferença que agora possuo
Que te esqueço por um momento
Com a certeza que, ao meu reinício
É teu meu primeiro pensamento
Dona da minha mente hoje
E amanhã da minha sorte
E que eu possa te dar como validade
O dia da minha morte


Escrito em 09/05/2010 às 22:15 H - Domingo

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