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5 de novembro de 2010

Da ilusão que é amar

Não sei se pra amar tem que sofrer
Pra descansar, falecer
Ser constante num pensamento
Ou ser pensado num só momento
Jogar palavras ao vento
Desperdiçar a todo tempo
Amor que cresce a cada dia
E busca só uma melodia

Pra ser cantado, medido
À proporção do infinito
Chorado, escondido, lembrado, distinto
De tudo o que não é viver

Andar à incerteza
Do talvez ser presa
À sina sorrir
Abaixar a cabeça
Deixar de sonhar
Dar descanso a esperança
Da ilusão que é amar
Criar cada vez mais distância

Tudo de errado sobrepor
O benefício da vida
Acreditar que o tempo
Nunca curou ferida
Habituar-se ao só
A nunca ter novidade
Viver a vida do jeito
Que tenho propriedade

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