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11 de maio de 2011

Às vezes...

Ser, pois sente
Crer, pois crente
É, pois consente
Perder, pois, perde

Submeto-me ao tempo que carece dele mesmo
Assim como eu de mim
Deixara meu agradar de lado
Para entregá-lo a outro
No tempo que não era o tempo
Mas que me conveceu ser

Não que fora ilusão
Ou ao menos em vão
Só precoce o comer
Do fruto ainda a amadurecer
Foi o que me levou a crer

A certeza nunca degradou
Nem sucumbiu diante do que amou
Se indubitável amor a cada dia
Surgia, assim como ainda é

E de todas as perguntas respondidas
Uma se instaura e permanece não correspondida
Por que não há por quê ter
O que tem de se perder

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