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17 de maio de 2011

E esse frio, nada demais...

E esse frio que pede achego
Ao calor da alma, o aconchego
Que o silêncio simula cedo
E nos ilude de desapego

Nada mais é que uma estação
Onde o sim perde pro não
Sem desesperançar que ele volte
Impulsionando-nos para o norte

Me cubro apenas de segurança
E da certeza que me alcança
Ser companhia no vento frio
Que sorrateiro pra mim mentiu
Desanimando o meu talvez
Querendo de presa a mim outra vez

Por mais que cego voltei a andar
Pela neblina do meu caminhar
Confuso mas com o sol da razão
Vejo claramente por meu coração

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