Páginas

Pesquisar este blog

15 de setembro de 2011

Faixa de pedestres...

     Quem a idealizou queria o bem e quem a pintou, que usassem-na. Queria ter a certeza que o direito dado e por ele confeccionado não tivesse sido em vão.
     Vi uma mulher atravessar a rua, apressada e fora da faixa. Ela puxava pelas mãos duas crianças, aprendizes de quê basta desviar dos carros, qualquer lugar é lugar de atravessar uma rua. Errada? Por que dizer que correr riscos é errado? E a imprudência dela, habitual ou não, foi percebida por breve momento, afinal, eles atravessaram. 
     A maioria pensa que queremos que todos atravessem no mesmo lugar, como um bando de alienados por padrões ou regras. Esquecem que tal lugar além de direito, é seguro! Me dá razão pra cobrar daquele motorista ali, que passou no sinal vermelho e quase me atropelou. Me dá direito a dizer que naquele momento ali, não deveriam ter quatro pneus em cima da minha faixa. Me dá razão! O que é de mais confiante senão ter razão?
     Há quem não queira esperar, pois "tempo é dinheiro". E ele é tão egoísta (o dinheiro), que quando damos tempo a ele, não temos pra vida. E com isso, algumas vezes, nem pra viver! Aliás, vi um que não deu certo. Foi embora sem razão. Aliás, ela só estava a alguns metros de distância. Escolheu...
     Mas também tem a maneira errada de fazer o certo. Aquelas meninas ali, até foram aonde teriam razão, mas não era o momento ainda. Talvez a inteligência não precoce delas as disse o momento certo de passar no momento errado. Ou não, foi só sorte. Há quem faça isso: viva a mercê da sorte! É um jeito... Preferir viver aquele momento criando um atalho, do que viver a vida indo pelo caminho criado.
     A verdade é que ninguém gosta de esperar, então faz tudo às pressas. Corre enquanto podia andar, seguro! Atravessa de mãos dadas à sorte, como se o destino se concluísse do outro lado da rua. É raro destino que só é preciso atravessar uma rua! Tudo depende de onde se quer chegar, tendo a certeza de chegar ou não. 
     Alguém pensou em facilitar as coisas. Alguém pensou em não ter feito aquilo em vão. Alguém pensou e agradeceu com a vida, poupada por não ter pressa de só chegar um pouco antes (ou não chegar) do que já lhe era certeza: o outro lado da rua. Há quem pense que não é dever usar direito. Esperar tendo certeza e de quebra razão, ou correr o risco e torcer pra dar certo. Seja o que for e como for, cada um escolhe aonde atravessar. Uma coisa nos une: queremos chegar do outro lado da rua.

P.S.: Qualquer semelhança com a vida, é mera coincidência. Só
estava falando a respeito de uma faixa de pedestres, caro pedestre.

2 comentários: