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16 de agosto de 2012

Desnecessariedades...

     O mundo tem muita coisa. Muita coisa desnecessária. Criam coisas que não precisamos e, pior, criam mais. Por que? Porque vende, uai! Agora, compramos coisas desnecessárias porque dizemos a nós mesmo que precisamos, mas quem precisa de coisa desnecessária, pode ser necessário pra algo? A primeira resposta que me vem à mente é: claro, pra utilizar/comprar coisas desnecessárias. Provando ou não a utilidade de uma coisa ou outra, te confundir aqui no início foi só um passatempo (hehe). É algo que considero mais sério, por ora, que quero falar.

     Hoje estamos em uma época que, se "um nicho" cresce, produz demanda como coletivo, as indústrias logo se aprontam para criarem produtos específicos a esse público-alvo. Acredito que características devem subdividir até um ponto. Não creio que arquetipar tudo soluciona o todo. Sempre fica um ponto sem nó nessa história.

     Apesar de todos sermos seres humanos, é impressionante (e ridículo, em alguns momentos) o quanto carecemos de nomenclaturas. Com essas nomenclaturas, surgem alguns "povos", pessoas que cismam indiretamente (elas que pensam) dizer que não fazem parte do todo. Nessa babaquice toda, surgem uns "adjetivos" que, olha... 

     Já faz tempo que vejo por aí que existe uma tal "moda evangélica". Desde pequeno, sempre fui à igreja. Dentre tudo que já vi, ouvi, li e cheirei (por que não? hehe) lá, conclui que o Evangelho, significando "boa notícia, boa-novas", não é um adjetivo para algo, mas um substantivo. Logo, não consigo compreender o que seria "uma moda evangélica". Entendo quando dizem que alguém "se converteu ao Evangelho", mas não consigo pensar que "alguém" não seja um ser humano, um ser racional. Não entendo como uma roupa, um cd pode ter se convertido ao Evangelho. Sendo o ser humano capaz de criar coisas desnecessárias, eis que começaram a surgir gravadoras "gospel". "Gospel", uma palavra inglesa pra quem não sabe, significa em nossa língua, a portuguesa (pra quem também não sabe) "Evangelho". Ou seja, é a mesma coisa!

     O meu problema com essas gravadoras: parece que os evangélicos são um povo com algum tipo de necessidade especial e que precisa de um selo, um rótulo, só pra eles. Cantores, músicos, bandas não podem estar no mesmo espaço que os "seculares" (ôh palavrinha). O engraçado é que, um cantor "gospel" é antes de tudo um cantor. Um cantor "secular" é antes de tudo um cantor também. A mensagem que cada um quer transmitir, a partir de seus ideais, cabe a eles decidir. Nunca vi ninguém falar de um "cantor macumbeiro". Aliás, fico com medo de tocar nesse assunto e daqui a pouco surgirem gravadoras "ocultistas, espíritas, macumbeiras...", não porque eu não sou dessas religiões ou ideologias, mas porque criar algo assim é uma segregação ideológica idiota! Por que não criam essas "gravadoras gospel" em "ruas evangélicas", em "bairros gospel", em... Ah!

     Música é antes de qualquer coisa, música. As mínimas, semínimas não se convertem à religião alguma. Quem as toca pode até ter uma preferência, mas música é música! Por isso ouço música de seja quem for, porque a ideologia dessa pessoa pode ser latente na música, mas é possível separar as coisas. E graças a Deus por isso! Já pensou se tivéssemos que nos espelhar só em músicos que pensam como nós? Que horror! Por isso amo música. Ela ultrapassa barreiras, preferências, é universal.

     Como disse algum tempo atrás no meu Twitter, "daqui a pouco teremos por aí liquidificador evangélico, asfalto gospel", gente, peço encarecidamente, parem com essa babaquice. Um cantor é evangélico? Okay ele se apresentar assim. Mas ele é cantor também, cantor como qualquer um outro. Se a humanidade se unisse, independente de suas preferências, gostos, ideais... Que mundo teríamos viu!

     Que não só o Brasil, mas o mundo seja um "mundo de todos". Fim às desnecessariedades!

3 comentários:

  1. a Palavra fala sobre sermos "separados" (que inclusive é um dos significados para a palavra "santo") acontece que ao invés de nos concentrarmos em SER separados nós focamos em PARECER separados

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    1. Exatamente. Pra mim isso faz parte das "coisas que não deveríamos mostrar, mas ser"!

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  2. Falou tudo Mu, essa segregação toda só gera "estranherismos", pre-conceitos e falta de aceitação, só gera guerra e desentendimento!;] mandou bem!

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