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7 de março de 2013

Um nosso eu

O mal não gosta de ser mal
Então engana bem
Quem?
Quem vê o que ele mostra
E não olha pelas costas
O essencial
Tá lá, tá aqui,
Tá em ti o que escondemos ser
O que passa na tevê, ficcionamos
Documentamos ser
Apenas o que escolhemos ser

Materializamos nossa alma e estocamos um nosso eu

27 de novembro de 2012

Nus...

     O que você é sem sua camiseta da Hollister, ou essa camisa "vintage" de brechó? Sem esses óculos Woody Allen, aliás o que somos pois eu também os uso. O que você falaria, diria por aí sem esse livro preto, esse Alcorão, essa Bíblia Sagrada, esse Thelema aí? Como você andaria sem esses Croc's, essa bota da Oakley ou esse Vans? O que você é sem essa bolsa da Louis Vuitton, ou esse relógio da Tommy Hilfiger? Se tirarem seu Veloster, seu Gol quadrado, seu Celta ou sua Porsche Cayenne, quem é você? Se tirassem seus demônios, seus anjos, seus orixás, seus deuses, seu Deus, quem é você?

     Quando você se olha nu, o que vê? Talvez ainda reste algo que não foi seu corpo quem produziu, mas digamos que seu corpo seja "original de fábrica", quem é você? O que você fala, como você fala? Para onde você olha, o que você deseja? Se todos estivéssemos nus, o que seríamos? Como nos separar? Pela cor? Pela altura? Mas e se fôssemos cegos, como nos veríamos? O que seríamos? Não adianta nada ver, se você não sabe enxergar!

     Seja o que mesmo que todos os sentidos forem embora, você continuará sendo. Sem os olhos não veremos um bom diploma. Sem os ouvidos não ouviremos um bom discurso. Ser escravo dos sentidos é fazer tudo o que só para eles será válido. Ser você mesmo é esbarrar involuntariamente pelos objetos requisitados por eles. Não porque eles precisam disso, mas porque faz parte de mim "ser/ter" isso.

     Bom mesmo seria se todos vivêssemos nus. Ao menos seríamos originalmente desiguais!

     Hoje é um dia que eu gostaria que todos nós fôssemos surdos, mudos, cegos... E apenas ríssemos. Racionalidade demais, é demais!

18 de novembro de 2012

O quanto não dá pra dizer...

Dor que é dor dói
O quanto não dá pra dizer
Dor se adapta ao ser
Pra fazer sofrer mais o doer
Sabe dele o que ninguém sabe
Do dolorido já faz parte

30 de outubro de 2012

Acomodar

Tolo aquele que não aprende a descrer
A crer, a ser melhor
A ser pior
Que não cai para levantar
Se muda para não acostumar
Com a vida cheia de rotina
Com erros e acertos
Cheios de caminhos
Que não enjoa
De tudo que só lhe faz acomodar

24 de outubro de 2012

"Licenciado" (um poema de Jairo Joaquim)

Espaço da insensatez consciente
Vazio repleto de sentidos
Lágrima, panacéia às reações antagônicas
Emoções tsunâmicas sem marejar
Natura falante, olhos condescendentes
Batalha travada irreversível
Par e passo serenidade sagaz
Seres carentes de semelhante atenção
Vias dolorosas,  passos castos, fins precoces
"Eureka", indulgência.

Poema de Jairo Joaquim dos Santos.